sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ela foi, agora eu vou.
aceitei
vou com medo,
vou pelo convite,
vou pela fuga
pela aventura.
aceitei, arco
arriscado
necessário
obrigada
vou por você

mas não escondo meu medo

terça-feira, 19 de julho de 2011

Dignidade na falta de qualquer explicação...
http://youtu.be/uJ574NbTtYQ

domingo, 19 de junho de 2011

A assistente

Toda essa história começou quando você fez aquele anuncio, há quase três meses, sugeri que me contratasse, claro que não levei a sério minha proposta e pensei que também não se importasse.

Bem logo pela manhã chegou uma noticia dominical, disse que me quer como sua assistente, mais do que isso quer saber das minhas manias, necessidades, até da minha TPM, que seremos quase um casal.
Gosto da maneira com a qual se preocupa, depois desses anos todos, parece que foi ontem nosso ultimo café. Ainda me lembro que estava um dia bastante frio, mas um frio gostoso, desse que te expulsa da cama, para ver alguém especial, foi rápido, mas o suficiente.

Quero o meu curto sem açúcar.

Dois por favor! Paris, Tokio, Londres e Milão, quase uma volta, e volta e meia.
Vamos.

Eu não sabia que ela havia partido e a outra também, como em toda tragédia grega muita gente tem que morrer. Do primeiro dia de aula, me contou que ela estava em Antigona, disse que eu estava interessada, enquanto todos juravam meu interesse por ti. Foi ela uma das quem me despertou para esse mundo cenográfico, em que tudo pode ser descartado no final, tão linda. Foi-se.


Mas vamos falar de nós, me explique. Como é essa história de sermos quase um casal?

Uma relação de confiança diária! Tu sabes, quero-te o tempo todo!
E é na semana da TPM, que faço minhas malas? E depois volto, para dizer te amo.
É, vamos assinar os papéis!Você vai me fazer um bem danado. Será que chego ser sua musa inspiradora? Tem coisa que não precisam de respostas...Vou fazer você me admirar, para que em suas tintas eu me eternize.

Agora vamos!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Preciso de cor

Me interessa

A menina esta com medo, medo de ligar o computador, ela não passa de uma geek maluca por novidades virtuais, pois o mundo real é de verdade.

Ah, a realidade, ela me provoca desespero, a vontade era de ficar em casa e não sair nunca mais, como se estivesse numa bolha. Mas existe computador, aqui... haha, o que desespera mais ainda.

Ela sabe que amanhã ao sair, tudo vai estar diferente e se ficar, não terá o que espera, tem que sair, mas não sabe bem a razão. Arrepio-me só de pensar, a menina vai ter que atravessar a cidade, não sabe o porquê, mas se ficar, nada vai acontecer e quando sair será um nada a mais em movimento.

Tudo o que ela um dia acreditou foi para o universo, ela tem medo das maquinas, mais ainda das pessoas, ela está em pânico, acredita que pessoas a seguem pela rua, ela não quer que pessoas gostem dela, ela precisa ficar sozinha.

Não quer novos amigos, os velhos estão ocupados, não é daqui, já não quer incomodar, vai parar em algum lugar, culpa a lua, está com preguiça, dúvida e amor.

A menina só precisa descansar, verá que os pensamentos de ontem, não passam de bobagens hoje. Se joga e não morre.

Sobre Nina

Nina e essa mania de preferir ser errada ao ser correta, erra persiste e erra novamente, não aprende nunca, sabe que tem que dormir cedo, mas prefere chegar atrasada, parece gostar dos olhares de repudio da professora alemã Frau Glauben.

Na real, é tão consciente que essa lucidez toda, incomoda o alheio, esse jeito que leva a vida, sabe do seu potencial, que pode esforçar se mais, mas nada faz. Não leva a sério a beleza, sabe que as mulheres do pós guerra tinham essa preocupação, precisavam ser bonitas antes de serem inteligentes. Ignora ídolos, não é fã de ninguém, suas amigas servem bem mais de inspiração do que celebridades.

Desconhece tabus. Adora brincar com as diferenças, criar contrastes. O essencial, é assim sua posição.

Já não se surpreende mais, quando dizem nossa ela sabe falar...

Por mais que muitos a contradigam, coloca se como uma pessoa normal, o que é bem diferente de gente comum... Não se importa com a família real de outro país, sim com o beijo de seus pais.

Assim como eu prefere o errado ao certo.

domingo, 24 de abril de 2011

Eu só queria girar


Cair em si, girar em si, em busca do meu eixo, se é que eu tenho eixo...

Por segundos me anulei de tudo o que construí não me importei com nada, nem com você consegui esquecer e ser apenas eu, estava com saudades do meu eixo.

Essa rotação me trouxe única alegria e indagação, como não pensei nisso antes, algo tão simples como girar sobre si mesmo morro abaixo. Não tive sequer um empurrão, foi impulso, tinha me esquecido como ser impulsiva pode te tornar alguém mais legal do mundo inteiro, mas naquele momento eu era um único mundo, um redescobrir ao cair dando voltas em si, não queria parar nunca.

A idéia era dar a volta ao mundo girando quase que na translação. Eu só queria girar só.

Girar com velocidade, mesmo que as imagens lembrassem aquelas de quando a câmera de filmar cai no chão, senti enjôo e um pouco de medo, na verdade foi insegurança, de não saber o que vem depois de quando acaba. Descobri então a sensação é de de novo, e mais e mais, quero uma overdose de rodopios, posso fazer duas três quantas vezes eu quiser.

Girei, rodei, rolei, vou continuar rodando. Vou girar sem sair do lugar, para mi marcar, marcar, 'hondonar'...Vou fazer rolar, para dar risos de criança e só.